terça-feira, 24 de março de 2015

Programação da Semana Santa 2015

29/03/15 – Domingo de Ramos
09h00 – Procissão e Missa de Ramos e da Paixão do Senhor
19h30 – Missa de Ramos e da Paixão do Senhor

1º/04/15 – Quarta-feira Santa
19h30 – Catedral – Missa dos Santos Óleos

02/04/15 – Quinta-feira Santa
20h00 – Missa da Ceia do Senhor
Após a Missa: Adoração Eucarística

03/04/15 – Sexta-feira Santa
Momentos de Adoração Eucarística:
07h00 – Apostolado da Oração
08h00 – Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística
09h00 – Pastoral Familiar
10h00 – Catequese e Grupo de Jovens
11h00 – Grupo de Oração

17h00 – Celebração da Paixão do Senhor
Após a celebração da Paixão: procissão – Via Sacra


04/04/15 – Sábado Santo
20h00 – Vigília Pascal


05/04/15 – Domingo de Páscoa
09h00 – Celebração do Batismo

19h30 – Missa de Páscoa

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade 2015

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
Proposta do subsídio
O texto base está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus,  à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta  sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.
O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.
Fonte: http://www.cnbb.org.br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Curso de Teologia no Seminário


1. Objetivos do Curso Livre de Teologia - Noturno
A Diocese de São José do Rio Preto, SP, através do Centro de Estudos Superiores Sagrado Coração de Jesus, instituição educacional da Igreja Católica Apostólica Romana, ao oferecer o Curso Livre de Teologia - Noturno, tem como objetivos:
1.1. Transmitir a fé, no contexto de um mundo secularizado e de uma Igreja Missionária, desejosa de cumprir o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo: " Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura!"(Mc 16,15);
1.2. Educar a fé dos fiéis, proporcionando-lhes uma oportunidade de compreender a razoabilidade da fé e ajudando-os a dar ao mundo as razões da própria fé: "Declarai santo, em vossos corações, o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir" (1Pd 3,15);
1.3. Capacitar os fiéis para uma ação pastoral consciente e responsável nas paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, associações religiosas e novas comunidades;
1.4. Preparar os candidatos ao Diaconato Permanente para pensarem e agirem teologicamente, capacitando-os, do ponto de vista acadêmico, em conjunto com a Escola Diaconal Santo Estêvão, para o exercício do ministério diaconal na Igreja.

2. Público alvo:
2.1. fiéis leigos;
2.2. religiosas e consagrados;
2.3. candidatos ao Diaconato Permanente na Diocese de S. José do Rio Preto.

3. Informações gerais:
3.1. Duração: três anos (2015 a 2017);
3.2. Dias letivos: de terça a quinta feira;
3.3. Horário das aulas: 19h30 as 22h30;
3.4. Documentos para inscrição: cópia do registro de identidade e do CPF; certificado de conclusão de ensino médio ou diploma de conclusão de curso de graduação; carta de apresentação do pároco ou administrador paroquial, ou do superior da Comunidade Religiosa a que pertence;
3.5. Período de inscrição: de 19 de janeiro a 20 de fevereiro de 2015, no Centro de Estudos Superiores Sagrado Coração de Jesus, Rua Presciliano Pinto, 1840, São José do Rio Preto/SP - Fone: 17-3231-1224;
3.6. Mensalidade: ¼ do salário mínimo nacional.
3.7. Vagas: 45.
3.8. Ano acadêmico de 2015: 03 de março a 26 de novembro;
3.9. Observação importante: trata-se de um curso livre de teologia, sem reconhecimento do MEC, com finalidade pastoral;

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Programação da Semana Santa 2014

13/04/14 - Domingo de Ramos
09h00 - Procissão e Missa de Ramos e da Paixão do Senhor
19h30 - Missa de Ramos e da Paixão do Senhor
Neste domingo será feita a coleta especial para a Campanha da Fraternidade 2014

16/04/14 - Quarta-feira Santa
Na Catedral: 19h30 - Missa dos Santos Óleos

17/04/14 - Quinta-feira Santa
20h00 - Missa da Ceia do Senhor
Após a Missa haverá um momento de adoração eucarística, para a toda a comunidade

18/04/14 - Sexta-feira Santa
Na parte da manhã, momentos de adoração eucarística, sob a coordenação dos grupos:
    07h00 - Apostolado da Oração
    08h00 - Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística
    09h00 - Pastoral Familiar
    10h00 - Catequese e Grupo de jovens
    11h00 - Grupo de Oração Água Viva

17h00 - Celebração da Paixão do Senhor e Adoração da Cruz
Após a celebração haverá a procissão, com Via Sacra
Neste dia será feita a uma coleta especial para a Terra Santa

19/04/14 - Sábado Santo
20h00 - Vigília Pascal

20/04/14 - Domingo de Páscoa
09h00 - Celebração do Batismo
19h30 - Missa da Ressurreição do Senhor

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

27º Domingo do Tempo Comum

Ano C; Cor: verde; Leituras: Hab 1,2-3; 2,2-4; Sl 94 (95); 2Tm 1,6-8.13-14; Lc 17,5-10

“ Se vocês tivessem fé do tamanho de uma semente de mostarda...” (Lc 17,6)

Diácono Milton Restivo

Geralmente a primeira leitura das nossas liturgias dominicais e festivas é tirada do livro de um acontecimento marcante do povo de Deus ou de um profeta. Os profetas foram homens escolhidos por Deus para serem canais da manifestação de sua vontade ao povo israelita. Instrumento poderosamente usado e através destes, a glória do Senhor, por diversas vezes, foi manifestada.
Houve, entre o povo israelita, os profetas orais, ou melhor, os que não escreveram suas mensagens, apenas as transmitiram oralmente, como é o caso dos profetas Natã, Elias, Eliseu e muitos outros, e os profetas literários, aqueles que deixaram os seus escritos.
Os profetas literários estão divididos em dois grupos: Profetas Maiores e Profetas Menores.
Os profetas maiores são quatro: Isaias, Jeremias, que vem seguido do livro chamado Lamentações, conhecido também como Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel.
Os profetas classificados “menores” são treze: Baruc, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zaca­rias e Malaquias. O livro de Baruc não consta das bíblias judaicas e protestantes.

terça-feira, 5 de junho de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

3º Domingo do Tempo Comum



Ano B / cor: verde / Jn 3,1-5.10; Sl 24 (25); 1Cor 7,29-31; Mc 1,14-20

“Sigam-me e eu farei de vocês pescadores de homens” (Mc 1,17)

Diácono Milton Restivo

Não podemos perder a oportunidade de conhecer os profetas do Antigo Testamento que, costumeiramente, dão suas mensagens, expõem seu estilo de vida e fortalecem a nossa fé nos exemplos positivos e, muitas vezes, até negativos de suas vidas. A liturgia de hoje nos apresenta o profeta Jonas. Jonas foi um profeta polêmico e, como muitos de nós, tentou ludibriar a vocação a que fora chamado: a mensagem de salvação que Yahweh lhe ordenara levar aos habitantes de Nínive. Fora chamado, mas, a princípio fugiu, como se fosse possível fugir da presença de Deus.
O livro de Jonas tem o seu início com um imperativo chamamento de Yahweh a Jonas e uma ordem expressa para ser missionário e levar a Palavra de Yahweh à cidade de Nínive: “Levante-se e vá à Nínive, a grande cidade, e anuncie ai que a maldade dela chegou até mim”. (Jn 1,2) Jonas ignorou ao chamamento de Yahweh e buscou caminhos diversos à Nínive, como nós buscamos caminhos diferentes em nossas vidas ao chamamento de Deus.

sábado, 14 de janeiro de 2012

2º Domingo do Tempo Comum


Ano B / cor: verde / Leituras: 1Sm 3,3-10.19; Sl 39 (40); 1Cor 6,13-15.17-20; Jo 1,35-42

“Eis o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29)

Diácono Milton Restivo

A primeira leitura desta liturgia nos traz uma das figuras mais significativas do Antigo Testamento: o profeta, sacerdote e juiz Samuel. Samuel, segundo as Sagradas Escrituras, foi o último dos juizes de Israel e o primeiro profeta que consta da história do seu povo. Foi Samuel quem ungiu os dois primeiros reis de Israel, Saul e Davi. Samuel lembra, de diversas maneiras, a figura de João Batista. O Evangelista Lucas destaca essas semelhanças: em ambos os casos destaca-se o ambiente sacerdotal, e as duas anunciações acontecem no santuário; nos dois casos, as mães são estéreis e os filhos são consagrados nazireus (Lc 1,7.15-17.25) Mas o mais forte paralelismo talvez esteja no fato de ambos anunciarem uma nova fase da história da salvação. João Batista é o último dos profetas e anuncia a plenitude dos tempos. Samuel é o primeiro dos profetas e consagra o início da monarquia de Israel, onde ocupa papel de destaque a dinastia de Davi, da qual havia de nascer o Messias.
A mãe de Samuel, Ana, era estéril, não podia ter filhos. Isso era motivo para que, a outra esposa de seu marido, que tinha muitos filhos, a humilhasse. Ana fez uma oração comovente a Yahweh, conforme consta em 1Sm 2,1-10, prometendo que, se tivesse um filho, ele seria um nazireu, ou seja, um consagrado a Yahweh, isto é, não podia cortar o cabelo e abster-se do consumo de vinho ou qualquer outro produto oriundo da uva e outras imposições conforme foi instituído e regulamentado no livro de Números, 6,1-21. Desta forma nasceu Samuel e sua mãe o entregou aos cuidados do sacerdote Eli, para que ele servisse no templo, desde a mais tenra idade.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Epifania do Senhor


Ano A / Cor: branco / Leituras: Is 60,1-6; Sl 71(72),2.7-8.10-11; Ef 3,2-3a.5-6; Mt 2,1-12

“Nós vimos a sua estrela no oriente, e viemos para prestar-lhe homenagem” (Mt 2,2)

Diácono Milton Restivo

No segundo domingo depois do Natal a Igreja celebra a festa da Epifania do Senhor. Epifania, em grego, significa manifestação. Em várias ocasiões Jesus se manifesta e dá-se a conhecer a diferentes pessoas e de modos únicos.
Embora Jesus tenha se manifestado em diversos momentos a diferentes pessoas, a Igreja celebra como epifanias três eventos: epifania aos magos (Mt 2,1-12); epifania a João Batista no  Jordão (Mt 3,13-15; Mc 1,9-11; Lc 3,21-22; Jo 1,32-34), e a epifania a seus discípulos e começo de sua vida pública com o milagre em Caná (Jo 2,1-12). Podem ser entendidas, também, como epifanias, o anúncio dos anjos aos pastores e a visita deles a Jesus recém-nascido na manjedoura (Lc 1,8-20) e a transfiguração de Jesus a três dos seus discípulos (Mt 17,1-8)
A primeira leitura desta liturgia evoca um dos trechos mais jubilosos do livro de Isaías, profetizando uma luz que brilhará sobre Jerusalém, o próprio Messias, e a visita de povos estrangeiros representados por altos mandatários ao “recém-nascido rei dos judeus”: “Levante-se, Jerusalém! Brilhe, pois chegou a sua luz, a glória de Yahweh brilha sobre você. [...] Sob a luz de você caminharão os povos, e os reis andarão ao brilho do seu esplendor. [...]... porque estarão trazendo para você os tesouros do além-mar, estarão chegando a vocês as riquezas das nações. Uma grande multidão de camelos a invade, camelos de Madiã e Efa; de Sabá vem todo mundo, ouro e incenso e o que trazem, e vêm anunciando os louvores de Yahweh.” (Is 60,1.3.5b-6)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pagãos x Cristãos


D. Paulo Mendes Peixoto

No início do ano, nas semanas imediatas ao Natal do Senhor, refletimos as marcas dos primórdios do cristianismo. Aí detectando os enunciados do paganismo e do cristianismo. Não que sejam contrários, mas a passagem de um para o outro.
O nascimento de Jesus Cristo em Belém, num povoado quase desconhecido naquele tempo, trouxe impacto para o mundo pagão. O rei da Palestina, Herodes, ficou alarmado. Ele sentiu-se abalado em suas estruturas com a vinda de um novo rei.
Celebrar a Epifania (a manifestação) do Senhor é confrontar realidades totalmente diversas. De um lado, o poderoso e pagão Herodes; de outro, a visita de reis magos sensíveis ao que estava acontecendo; e ainda, Jesus é visto por Herodes como ameaça.
Houve o sinal de uma estrela que caminha e paira em Belém. Ali era o centro do mundo naquele momento. Ela não foi para Roma, capital do Império. Não foi para Jerusalém de Herodes, o centro de toda a Palestina. Belém representa a simplicidade.
O mundo pagão recebe a luz da estrela-guia para dizer que a verdadeira luz é Jesus Cristo. Apesar das atitudes do rei Herodes, com ações totalmente contra Jesus, inclusive mandando matar todas as crianças para eliminá-Lo, Jerusalém também recebeu a luz.
A luz de Cristo era cheia do mistério de Deus. Veio para clarear a vida de todos, tanto de pagãos como de judeus. Ela não foi entendida por Herodes por causa de sua má fé. Faltava-lhe a estrela da fé, condição indispensável para o seguimento de Jesus Cristo.
O mistério de Deus tinha em vista um projeto, que só seria compreendido pela sensibilidade e abertura do coração. Nele aparece, como principal destino, a vida das pessoas. Receber Jesus Cristo como Rei é o maior presente da humanidade.
A falta de fé impede as pessoas de perceber a riqueza do mistério de Deus. Herodes era obcecado pelo seu próprio brilho e sede de poder. Por isto tinha medo de encontrar Jesus. Salvação significa libertar-se dos poderes tirânicos que só escravizam.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal do Senhor


Ano B / cor: branco / Leituras: Is 9,1-6; Sl 95 (96); Tt 2,11-14; Lc 2,1-14

Natal de Nossos Senhor Jesus Cristo
Diácono Milton Restivo


É Natal. Enfeites nas vitrines do comércio, nas portas das residências; propagandas de produtos nos jornais, rádio e televisão sugerindo bens de consumo, presentes, roupas, enfim, renovação de tudo o que consumimos. Quantos julgam que o Natal exige roupas novas, enfeites em todas as partes, dar e receber presentes.  De fato, o Natal exige coisas novas, muitas coisas que não se resumem em roupas ou presentes. O Natal exige muitos enfeites, mas não os das vitrines ou portas de residências. Esses enfeites deveriam ser e retratar a beleza interior do nosso espírito que deveria estar se preparando cristãmente para o Natal do Senhor. Natal é coisa sempre nova. Quem o vive em seu verdadeiro espírito, não envelhece jamais: é sempre criança.          
Natal, quando cristãmente vivido, nos faz sentir jovens, nos dá energia para começar tudo de novo, vontade nova, preparando-nos para a vida que o Menino do Natal veio nos trazer. Os enfeites e roupas deveriam ser a exteriorização do nosso desejo de renascer para as coisas do alto. O importante é a realidade interior. O importante é o que está dentro de nós e nos apresentarmos para o Natal de Jesus Cristo com uma alma renovada e enfeitada de valores cristãos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

4º Domingo do Advento


Ano B / cor: roxo / Leituras: 2Sm 7,1-5.8-12.14.16; Sl 88 (89); Rm 16,25-27; Lc 1,26-38)

“Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc 1,38)

Diácono Milton Restivo

Chegamos ao último domingo do Advento. Estamos às portas do Natal de nosso Senhor Jesus Cristo. Na liturgia acende-se a última vela da coroa do Advento, a vela do amor, e quem a acender deve dizer: “Bendito sejais, Deus de amor, pela luz de Cristo, sol de nossa vida, a quem esperamos com toda a ternura do coração”.
Nas leituras da liturgia da Palavra busca-se uma morada para Yahweh, no Antigo Testamento, e para o Emanuel – Deus conosco, no Novo Testamento. Um personagem de suma importância para Israel e Judá aparece na primeira leitura: o rei Davi. Não podemos ignorar a figura importante, também, do profeta Natã que foi fundamental no apoio dado ao rei Davi, principalmente quando este cometia deslizes.
Davi sentia-se incomodado por morar num palácio de cedro, enquanto a Arca da Aliança estava “alojada numa tenda”, e propôs-se a construir um Templo para a Arca da Aliança, morada de Yahweh que acompanhou os israelitas durante todo o tempo de sua caminhada pelo deserto. A construção de uma casa permanente para substituir o tabernáculo, ocupou sempre o pensamento de Davi. O profeta Natã, a mando de Yahweh, desestimula Davi, dizendo que, quem deveria construir o Templo para Yahweh não seria Davi, mas o seu filho: “E quando esgotar seus dias e você repousar junto a seus antepassados, eu exaltarei a sua descendência depois de você, aquele que vai sair de você. E firmarei a realeza dele. Ele é quem vai construir uma casa para o meu nome. E eu estabelecerei o trono real dele para sempre. Serei para ele um pai e ele será um filho para mim” (2Sm 7,12-14).

sábado, 10 de dezembro de 2011

3° Domingo do Advento


Ano B / Cor: róseo / Leituras: Is 61,1-2.10-11; Sl de Lc 1; 1Ts 5,16-24; Jo 1,6-8.19-28

“Eu sou a voz que grita no deserto” (Jo 1,23)

Diácono Milton Restivo

O Terceiro Domingo do Advento é chamado “Domingo Gaudete”, ou seja, “Domingo da Alegria”. Este domingo tem esse nome porque a antífona de entrada da Missa começa com as palavras de Paulo Apóstolo na sua carta aos filipenses: “Gaudete in Domino semper”, que, traduzido para o português, temos: “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! O Senhor está próximo”. (Fl 4,4.5) e, na segunda leitura, no mesmo espírito de alegria, Paulo diz aos tessalonicenses: “Irmãos, estejam sempre alegres, rezem sem cessar. Dêem graças em todas as circunstâncias, porque esta é a vontade de Deus a respeito de vocês em Jesus Cristo. [...] Que o espírito, alma e corpo de vocês sejam conservados de modo irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Quem chamou vocês é fiel e realizará tudo isso.” (1Ts 5,16-18.23-24)
Os paramentos litúrgicos deste domingo poderão ser róseos para amenizar um pouco a austeridade do roxo, e o otimismo deve reinar porque, na liturgia da Palavra, o profeta Isaias diz para que o Messias deveria vir. No Salmo Maria, a escolhida para ser a mãe do Filho de Deus, o Messias, entoa um dos mais belos cânticos das Sagradas Escrituras, o “Magnificat” e o Evangelho de João apresenta o precursor do Messias, João Batista. “a voz que grita no deserto” (cf. Jo 1,22)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2º Domingo do Advento


Ano B / Cor: roxo / Leituras: Is 40,1-5.9-11; Sl 84 (85); 2Pd 3,8-14; Mc 1,1-8

“Depois de mim virá alguém mais forte que eu” (Mc 1,7)

Diácono Milton Restivo

Estamos vivendo o Tempo do Advento, na expectativa da vinda da Luz do mundo: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que habitavam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” (Is 9,2). O profeta Isaias é uma constante no Tempo do Advento.
O livro do profeta Isaias tem uma particularidade única: é dividido em três partes chamadas Proto-Isaías, do capítulo 1 ao 39, Segundo Isaias também chamado Dêutero-Isaías ou “Livro da Consolação” que compreende dos capítulos 40 ao 55 e o Trito-Isaías, dos capítulos 56 a 66.
A história dos poemas narrativos constantes do Dêutero-Isaías ou Livro da Consolação tem a ver com o regresso dos judeus depois do cati­veiro da Babilônia. A primeira deportação dos judeus para a Babilônia deu-se em 597 aC; em 586 aC é a conquista de Jerusalém e a segunda deportação.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

1º Domingo do Advento


Ano B / cor:  roxo / Leituras: Is 63,16-17.19; 64,2-7; Sl 79 (80); 1Cor 1,3-9; Mc 13,33-37

“O que eu digo a vocês, digo a todos: fiquem vigiando” (Mc 13,37)

Diácono Milton Restivo

“O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que habitavam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” (Is 9,2) Não poderia existir citação melhor do que essa do profeta Isaias para darmos início a um novo Ano Litúrgico e entrada ao período do Advento que antecede e prepara o povo de Deus para o Natal de Jesus Cristo.
Isaias ainda diria: “O sol não será mais a luz do seu dia, e de noite não será a lua a iluminá-la; o próprio Yahweh será para você uma luz permanente, e o seu Deus será o seu esplendor. O sol dela jamais vai se por, e a sua lua não terá mais minguante, pois o próprio Yahweh será para você uma luz permanente.” (Is 60,19-20) Setecentos anos mais tarde Jesus diria: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas possuirá a luz da vida.” (Jo 812); “Eu vim ao mudo como luz, para que todo aquele que acredita em mim não fique nas trevas.” (Jo 12,46). Estamos na expectativa de comemorar novamente a vinda dessa luz que virá até nós, como na primeira vinda do Salvador, quando já nos preparamos para a sua segunda vinda.

sábado, 19 de novembro de 2011

Morre D. José de Aquino Pereira, bispo emérito de São José do Rio Preto

O bispo emérito de São José do Rio Preto, D. José de Aquino Pereira, 91 anos, faleceu nesta última quinta feira, dia 17, no Hospital Beneficência Portuguesa, vítima de uma broncopneumonia bilateral. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital desde o dia 30 de outubro.
A missa de corpo presente foi ontem, dia 18, às 16h, na Catedral de São José, presidida pelo bispo diocesano, D. Paulo Mendes Peixoto, e concelebrada por  outros bispos da região e todo o clero da diocese. O sepultamento se deu logo após a missa, na cripta dos bispos da catedral.
D. José de Aquino Pereira nasceu no dia 22 de abril de 1920, no Distrito de Vila Real (Trás-os-Montes), em Portugal; filho de Manuel de Aquino Pereira e Maria do Rosário Pereira.

sábado, 12 de novembro de 2011

33º Domingo do Tempo Comum


Ano A / cor: verde / Leituras: Pr 31,10-13.19-20.30-31; Sl 127 (128); 1Ts 5,1-6; Mt 25,14-30

“Quem poderá encontrar uma mulher forte? Ela vale muito mais do que pérolas” (Pr 31,10)

Diácono Milton Restivo

Estamos chegando no fim do Tempo Comum, onde a Igreja, na sua liturgia da Palavra e Eucarística veste verde, cor e símbolo da esperança do povo de Deus em viver plenamente o Reino de Deus que já está entre nós. Com o final do Tempo Comum termina, também, o Ano Litúrgico, que tem como referência no seu encerramento a festa de Cristo, Rei do Universo que celebraremos no próximo domingo, que será o trigésimo quarto domingo do Tempo Comum, quando a Igreja veste branco.
A liturgia deste trigésimo terceiro domingo do Tempo Comum, na sua primeira leitura, enaltece a figura da mulher virtuosa. O livro Cântico dos Cânticos assim fala da mulher formosa: “Você é bonita, minha amiga, você é como Tersa, formosa como Jerusalém. Você é terrível como esquadrão com bandeiras desfraldadas. Afaste de mim teus olhos, que teus olhos me perturbam!” (Ct 6,4-5). É muito interessante verificarmos nas Sagradas Escrituras como a figura da mulher é colocada em destaque em diversos lugares, situações e conotações. No Livro Sagrado o assunto “mulher” é abordado com muita propriedade e inteligência das mais diversas maneiras e nos mais variados aspectos. Em alguns lugares é enaltecida a figura da mulher virtuosa, da mulher cheia de virtudes e predicados, da mulher recatada em todas as suas atitudes. Em outras situações é criticada e condenada a figura da mulher má e maliciosa, da mulher perversa, da mulher que denigre tudo o que há de mais belo, de mais puro e de mais santo na figura doce e santa dessa pessoa do sexo feminino criada por Deus para ser companheira e mãe.

sábado, 5 de novembro de 2011

Todos os Santos


Ano: A / Cor: branca / Leituras: Ap 7,2-4.9-14; Sl 23; 1Jo 3,1-13; Mt 5,1-12a

“Venham benditos de meu Pai! Recebam como herança o reino que meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo” (Mt 25,34)

Diácono Milton Restivo

O dia de Todos os Santos deveria ser comemorado, como sempre foi, no primeiro dia de novembro que antigamente também era feriado, mas, como deixou de ser feriado, a Igreja transfere esta comemoração de Todos os Santos para o primeiro domingo do mês de novembro.
O dia de Todos os Santos, como sugere a comemoração, é dedicado a todos os santos e santas existentes; aos santos e santas que conhecemos e aos santos e santas que não conhecemos; aos santos e santas que sabemos o nome e a sua história, e aos santos e santas que não sabemos o nome nem a história de sua vida e que jamais ouvimos falar ou ouviremos falar; aos santos e santas que conviveram conosco e nos anteciparam na casa do Pai e lá estão nos aguardando. Esta data é dedicada a todos os santos e santas que todos conhecem o seu nome e às santas e santos anônimos.
A festa de Todos os Santos é uma das comemorações mais antiga e mais importante do calendário litúrgico; é a festa da família de Deus, da família da Igreja de Jesus Cristo.

domingo, 30 de outubro de 2011

31º Domingo do Tempo Comum


Ano A / cor: verde / leituras: Ml 1,14-2,1-2.8-10; Sl 130 (131); 1Ts 2,7-9.13; Mt 23,1-12

“Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha, será exaltado” (Mt 23,12)

Diácono Milton Restivo
           
            Nos santos Evangelhos, de modo especial no Evangelho de Mateus, a figura do fariseu é a antítese de tudo aquilo de bom que Jesus veio trazer à humanidade. O cristianismo nascente deixou transparecer uma imagem marcada e caracterizada pela contradição e dedicação ferrenha no combate aos ensinamentos de Jesus por parte dos fariseus. Os maiores rivais políticos e religiosos dos fariseus foram, durante muito tempo, os saduceus, principalmente devido a postura em favor de Roma por parte dos saduceus. Esta rivalidade, contudo, não os impedia de unirem-se em alguns momentos em que os objetivos faziam-se comuns, principalmente para contradizer e tentar Jesus.
Junto aos saduceus, doutores da Lei e escribas, os fariseus eram tidos como adversários de Jesus, dos quais Jesus ataca duramente a sua prepotência, o seu orgulho, a sua avareza, a sua hipocrisia e, sobretudo, a pretensão que eles tinham em defender a crença de que a salvação viria através da Lei de Moisés, de quem eram discípulos e ferrenhos defensores. Os Evangelhos os retratam como os principais oponentes de Jesus (cf Mc 8,11; 10,2; etc)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

30º Domingo do Tempo Comum


Ano A / Cor: verde / Leituras: Ex 22,20-26; Sl 17 (18); 1Ts 1,5-10; Mt 22,34-40

“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” (Mt 22,36)

Diácono Milton Restivo

No Evangelho as autoridades religiosas judaicas continuam azucrinando o sossego de Jesus. Neste capítulo 22 de Mateus, em primeiro lugar, Jesus fez calar os fariseus quando eles perguntaram se era lícito pagar o imposto a César (cf. Mt 11,15-22), fato que vimos no domingo passado. Os saduceus, sabendo que Jesus calara os fariseus, voltam à carga, testando Jesus sobre a ressurreição, considerando que eles, os saduceus, não acreditavam na ressurreição dos mortos (cf Mt 22,23-33), tendo-os, também, calado Jesus. Agora os fariseus voltam à carga: “Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito os fariseus se calarem. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus: ‘Mestre, qual é o maior mandamento da Lei’?” (Mt 22,34-36)