terça-feira, 5 de junho de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
3º Domingo do Tempo Comum
Ano B / cor: verde / Jn
3,1-5.10; Sl 24 (25); 1Cor 7,29-31; Mc 1,14-20
“Sigam-me e eu farei de vocês pescadores de homens” (Mc 1,17)
Diácono Milton Restivo
Não podemos perder a oportunidade de conhecer os
profetas do Antigo Testamento que, costumeiramente, dão suas mensagens, expõem
seu estilo de vida e fortalecem a nossa fé nos exemplos positivos e, muitas
vezes, até negativos de suas vidas. A liturgia de hoje nos apresenta o profeta
Jonas. Jonas foi um profeta polêmico e, como muitos de nós, tentou ludibriar a
vocação a que fora chamado: a mensagem de salvação que Yahweh lhe ordenara
levar aos habitantes de Nínive. Fora chamado, mas, a princípio fugiu, como se
fosse possível fugir da presença de Deus.
O livro de Jonas tem o seu início com um imperativo
chamamento de Yahweh a Jonas e uma ordem expressa para ser missionário e levar
a Palavra de Yahweh à cidade de Nínive: “Levante-se e vá à Nínive, a grande
cidade, e anuncie ai que a maldade dela chegou até mim”. (Jn 1,2) Jonas
ignorou ao chamamento de Yahweh e buscou caminhos diversos à Nínive, como nós
buscamos caminhos diferentes em nossas vidas ao chamamento de Deus.
sábado, 14 de janeiro de 2012
2º Domingo do Tempo Comum
Ano B / cor: verde / Leituras: 1Sm 3,3-10.19;
Sl 39 (40); 1Cor 6,13-15.17-20; Jo 1,35-42
“Eis o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo
1,29)
Diácono Milton Restivo
A primeira
leitura desta liturgia nos traz uma das figuras mais significativas do Antigo
Testamento: o profeta, sacerdote e juiz Samuel. Samuel, segundo as Sagradas
Escrituras, foi o último dos juizes de Israel e o primeiro profeta que consta
da história do seu povo. Foi Samuel quem ungiu os dois primeiros reis de
Israel, Saul e Davi. Samuel lembra, de diversas maneiras, a figura de João
Batista. O Evangelista Lucas destaca essas semelhanças: em ambos os casos
destaca-se o ambiente sacerdotal, e as duas anunciações acontecem no santuário;
nos dois casos, as mães são estéreis e os filhos são consagrados nazireus (Lc
1,7.15-17.25) Mas o mais forte paralelismo talvez esteja no fato de ambos
anunciarem uma nova fase da história da salvação. João Batista é o último dos
profetas e anuncia a plenitude dos tempos. Samuel é o primeiro dos profetas e
consagra o início da monarquia de Israel, onde ocupa papel de destaque a
dinastia de Davi, da qual havia de nascer o Messias.
A mãe de
Samuel, Ana, era estéril, não podia ter filhos. Isso era motivo para que, a
outra esposa de seu marido, que tinha muitos filhos, a humilhasse. Ana fez uma
oração comovente a Yahweh, conforme consta em 1Sm 2,1-10, prometendo que, se
tivesse um filho, ele seria um nazireu, ou seja, um consagrado a Yahweh, isto
é, não podia cortar o cabelo e abster-se do consumo de vinho ou qualquer outro
produto oriundo da uva e outras imposições conforme foi instituído e
regulamentado no livro de Números, 6,1-21. Desta forma nasceu Samuel e sua mãe
o entregou aos cuidados do sacerdote Eli, para que ele servisse no templo,
desde a mais tenra idade.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Epifania do Senhor
Ano A / Cor: branco / Leituras: Is 60,1-6; Sl
71(72),2.7-8.10-11; Ef 3,2-3a.5-6; Mt 2,1-12
“Nós vimos a sua estrela no oriente, e viemos
para prestar-lhe homenagem” (Mt 2,2)
Diácono Milton Restivo
No segundo domingo depois do Natal a Igreja celebra a festa da Epifania
do Senhor. Epifania, em grego, significa manifestação. Em várias ocasiões Jesus
se manifesta e dá-se a conhecer a diferentes pessoas e de modos únicos.
Embora Jesus tenha se manifestado em diversos momentos a diferentes
pessoas, a Igreja celebra como epifanias três eventos: epifania aos magos (Mt 2,1-12); epifania a João Batista
no Jordão (Mt 3,13-15; Mc 1,9-11; Lc 3,21-22; Jo 1,32-34), e a epifania a
seus discípulos e começo de sua vida pública com o milagre em Caná (Jo 2,1-12).
Podem ser entendidas, também, como epifanias, o anúncio dos anjos aos pastores
e a visita deles a Jesus recém-nascido na manjedoura (Lc 1,8-20) e a
transfiguração de Jesus a três dos seus discípulos (Mt 17,1-8)
A primeira leitura desta liturgia evoca um dos trechos mais jubilosos
do livro de Isaías, profetizando uma luz que brilhará sobre Jerusalém, o
próprio Messias, e a visita de povos estrangeiros representados por altos
mandatários ao “recém-nascido rei dos
judeus”: “Levante-se, Jerusalém!
Brilhe, pois chegou a sua luz, a glória de Yahweh brilha sobre você. [...] Sob a luz de você caminharão os povos, e os
reis andarão ao brilho do seu esplendor. [...]... porque estarão trazendo para
você os tesouros do além-mar, estarão chegando a vocês as riquezas das nações.
Uma grande multidão de camelos a invade, camelos de Madiã e Efa; de Sabá vem
todo mundo, ouro e incenso e o que trazem, e vêm anunciando os louvores de
Yahweh.” (Is 60,1.3.5b-6)
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Pagãos x Cristãos

D. Paulo Mendes Peixoto
No início do ano, nas semanas imediatas ao Natal do Senhor, refletimos as marcas dos primórdios do cristianismo. Aí detectando os enunciados do paganismo e do cristianismo. Não que sejam contrários, mas a passagem de um para o outro.
O nascimento de Jesus Cristo em Belém, num povoado quase desconhecido naquele tempo, trouxe impacto para o mundo pagão. O rei da Palestina, Herodes, ficou alarmado. Ele sentiu-se abalado em suas estruturas com a vinda de um novo rei.
Celebrar a Epifania (a manifestação) do Senhor é confrontar realidades totalmente diversas. De um lado, o poderoso e pagão Herodes; de outro, a visita de reis magos sensíveis ao que estava acontecendo; e ainda, Jesus é visto por Herodes como ameaça.
Houve o sinal de uma estrela que caminha e paira em Belém. Ali era o centro do mundo naquele momento. Ela não foi para Roma, capital do Império. Não foi para Jerusalém de Herodes, o centro de toda a Palestina. Belém representa a simplicidade.
O mundo pagão recebe a luz da estrela-guia para dizer que a verdadeira luz é Jesus Cristo. Apesar das atitudes do rei Herodes, com ações totalmente contra Jesus, inclusive mandando matar todas as crianças para eliminá-Lo, Jerusalém também recebeu a luz.
A luz de Cristo era cheia do mistério de Deus. Veio para clarear a vida de todos, tanto de pagãos como de judeus. Ela não foi entendida por Herodes por causa de sua má fé. Faltava-lhe a estrela da fé, condição indispensável para o seguimento de Jesus Cristo.
O mistério de Deus tinha em vista um projeto, que só seria compreendido pela sensibilidade e abertura do coração. Nele aparece, como principal destino, a vida das pessoas. Receber Jesus Cristo como Rei é o maior presente da humanidade.
A falta de fé impede as pessoas de perceber a riqueza do mistério de Deus. Herodes era obcecado pelo seu próprio brilho e sede de poder. Por isto tinha medo de encontrar Jesus. Salvação significa libertar-se dos poderes tirânicos que só escravizam.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Natal do Senhor
Ano B / cor: branco
/ Leituras: Is 9,1-6; Sl 95 (96); Tt 2,11-14; Lc 2,1-14
Natal de Nossos Senhor Jesus
Cristo
Diácono Milton Restivo

É Natal. Enfeites nas vitrines do comércio, nas portas das residências;
propagandas de produtos nos jornais, rádio e televisão sugerindo bens de
consumo, presentes, roupas, enfim, renovação de tudo o que consumimos. Quantos
julgam que o Natal exige roupas novas, enfeites em todas as partes, dar e
receber presentes. De fato, o Natal
exige coisas novas, muitas coisas que não se resumem em roupas ou presentes. O
Natal exige muitos enfeites, mas não os das vitrines ou portas de residências. Esses
enfeites deveriam ser e retratar a beleza interior do nosso espírito que
deveria estar se preparando cristãmente para o Natal do Senhor. Natal é coisa
sempre nova. Quem o vive em seu verdadeiro espírito, não envelhece jamais: é
sempre criança.
Natal, quando cristãmente vivido, nos faz sentir jovens, nos dá energia
para começar tudo de novo, vontade nova, preparando-nos para a vida que o Menino
do Natal veio nos trazer. Os enfeites e roupas deveriam ser a exteriorização do
nosso desejo de renascer para as coisas do alto. O importante é a realidade interior.
O importante é o que está dentro de nós e nos apresentarmos para o Natal de Jesus
Cristo com uma alma renovada e enfeitada de valores cristãos.
sábado, 17 de dezembro de 2011
4º Domingo do Advento
Ano B / cor: roxo / Leituras: 2Sm 7,1-5.8-12.14.16; Sl 88 (89); Rm 16,25-27; Lc 1,26-38)
Diácono Milton Restivo
Chegamos ao último domingo do Advento. Estamos às portas do Natal de
nosso Senhor Jesus Cristo. Na liturgia acende-se a última vela da coroa do
Advento, a vela do amor, e quem a acender deve dizer: “Bendito sejais, Deus
de amor, pela luz de Cristo, sol de nossa vida, a quem esperamos com toda a
ternura do coração”.
Nas leituras da liturgia da Palavra busca-se uma morada para Yahweh, no
Antigo Testamento, e para o Emanuel – Deus conosco, no Novo Testamento. Um
personagem de suma importância para Israel e Judá aparece na primeira leitura:
o rei Davi. Não podemos ignorar a figura importante, também, do profeta Natã
que foi fundamental no apoio dado ao rei Davi, principalmente quando este
cometia deslizes.
Davi sentia-se incomodado por morar num palácio de cedro, enquanto a
Arca da Aliança estava “alojada numa tenda”, e propôs-se a construir um
Templo para a Arca da Aliança, morada de Yahweh que acompanhou os israelitas
durante todo o tempo de sua caminhada pelo deserto. A construção
de uma casa permanente para substituir o tabernáculo, ocupou sempre o
pensamento de Davi. O profeta Natã, a
mando de Yahweh, desestimula Davi, dizendo que, quem deveria construir o Templo
para Yahweh não seria Davi, mas o seu filho: “E quando esgotar seus dias e
você repousar junto a seus antepassados, eu exaltarei a sua descendência depois
de você, aquele que vai sair de você. E firmarei a realeza dele. Ele é quem vai
construir uma casa para o meu nome. E eu estabelecerei o trono real dele para
sempre. Serei para ele um pai e ele será um filho para mim” (2Sm 7,12-14).
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